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ALEXANDRE MANHAES MOREIRA

DEUS É FIEL

DEUS SEMPRE ESTARÁ AO SEU LADO , BASTA O SEU NOME VC CLAMAR , NO MEIO DE LUTAS E TEMPESTADE AO SEU LADO ELE SEMPRE VAI ESTAR , POIS DEUS É FIEL


Bem Vindo

A Paz do Senhor, irmãos este site foi desenvolvido única e exclusivamente para trabalhar em favor da obra do SENHOR JESUS. A ideia é que pessoas que queiram alcançar alguma benção do Senhor, seja ela qual for, possam alegrar-se e esperar com fé sabendo dos milagres já alcançados por outros irmãos.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

CARTA A EFESO


ESTUDO DA CARTA DE EFESO


CARTA À IGREJA DE ÉFESO (APOCALIPSE 2:1-7)

CARTA À IGREJA DE ÉFESO
APOCALIPSE 2:1-7
1 – CONTEXTO HISTÓRICO

a)      Éfeso era uma das mais importantes dentre as onze cidades que constituíam a província romana da Ásia, chegando a possuir segundo os historiadores, uma população superior a um milhão de habitantes. Foi nomeada por Roma, capital desta sua província, 1m 133 ªC.;
b)      Estava situada na desembocadura do rio Caíster e ra um porto marítimo do mar Egeu.  Distava cerca de 60 km ao sudoeste de Esmirna;
c)      Devido à sua localização estratégica, teve existência sempre tumultuada, ocasionando-lhe mudança de dominadores por várias vezes, entre macedônios, persas, sírios e romanos;
d)      Nesta cidade havia entre outros, dois grandes edifícios: o templo de Diana (Ártemis) e o teatro. O templo foi considerado uma das dez maravilhas do mundo antigo, e o teatro foi um dos maiores conhecidos no passado, podendo acomodar uma assistência nada inferior a 24.000 sentadas;
e)      Éfeso era também um grande centro religioso na sua época; os adoradores de Diana para lá se dirigiam costumeiramente, para sua adoração (Atos 19:27 – Naturalmente, eu não estou falando apenas sobre os aspectos comerciais desta situação e do nosso prejuízo, mas também da possibilidade de que o templo da grande deusa Diana perca a sua influência, e de que Diana – esta magnífica deusa adoradora não somente em toda esta parte da Turquia mas ao redor do mundo todo – seja desprezada!).  Estes fiéis acreditavam que a estátua de Diana, que ficava no meio do templo era um meteorito que havia caído de Júpiter diretamente naquele lugar;
f)        Além de Diana, adoravam também entre outros a Heros (deus pagão da sensualidade), Athenas (deusa da sabedoria), Esculápis (deus da medicina), e como não poderia deixar de acontecer, também adoravam o Imperador Romano, que tinha o seu altar e o seu templo. Lendo o livro de Atos, percebemos que esta cidade era realmente um grande centro de superstições, mágicas e espiritismo (Atos 19:19 – Muitos crentees, que tinham praticado magia negra, confessaram as suas obras. Trouxeram seus livros de magia e bruxaria e os queimaram numa fogueira pública. (Alguém calculou o valor dos livros em 50.000 denários (um denário era o pagamento de um dia de serviço de um trabalhador).
g)       A igreja de Éfeso foi fundada provavelmente por Paulo, Áquila e Priscila (Atos 18:18-28 – Paulo permaneceu na cidade muitos dias depois disso; então despediu-se dos cristãos e navegou para a costa da Síria, levando Priscila e Áquila com ele. Em Cencréia, Paulo mandou rapar a cabeça, de acordo com os costumes judaicos, porque havia feito um voto (Provavelmente um voto de oferecer um sacrifício em Jerusalém, como agradecimento pela resposta à oração. A cabeça era rapada 30 dias antes que essas dádivas e sacrifícios fossem apresentados a Deus, no templo.)  Ao chegar ao porto de Éfeso, ele nos deixou a bordo do navio, enquanto ia à sinagoga para uma palestra com os judeus. Eles pediram que permanecesse por uns poucos dias, porém ele achava que não podia perder tempo.
“Eu preciso de qualquer maneira estar em Jerusalém para o feriado”, disse ele. Porém prometeu voltar a Éfeso depois, se Deus permitisse; e com isto velejamos novamente.
A escala seguinte foi o porto de Cesaréia, de onde ele visitou a igreja de Jerusalém e então navegou para Antioquia. Depois de gastar algum tempo ali, ele partiu para a Turquia outra vez, passando pela Galácia e pela Frigia, em visita a todos os crentes, animando e ajudando todos a crescer no Senhor.
E aconteceu chegar a Éfeso, vindo de Alexandria no Egito, um judeu chamado Apolo, um admirável pregador e mestre da Bíblia. Era bem instruído no Caminho do Senhor, falava com entusiasmo e ensinava de modo correto a respeito de Jesus. Mas só conhecia a respeito do batismo de João. Quando Priscila e Áquila ouviram Apolo pregar na Sinagoga, o convidaram a ir à sua casa. Então explicaram, com mais detalhes, o que havia acontecido com Jesus.
Apolo estava querendo ir para a  Grécia, e os crentes animaram o jovem para isto. Escreveram aos outros crentes de lá, dizendo que o recebessem. Quando ele chegou à Grécia, foi grandemente usado por Deus para fortalecer a igreja, porque rejeitava com coragem em discussão pública todos os argumentos dos judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus é o verdadeiro Messias.), sendo a passagem de Paulo por esta cidade marcada por grandes conversões e transformações de vidas (Atos 19:8-18 – Então Paulo foi à sinagoga e pregou corajosamente todas as semanas durante três meses, dizendo em quem tinha fé, e convencendo muitos a crer em Jesus. Porém  alguns rejeitaram a mensagem dele e falaram publicamente contra Cristo; por causa disto ele saiu de lá, recusando-se a pregar novamente para eles. Depois tirou os crentes e começou uma reunião separada na sala de conferências de Tirano, pregando lá diariamente. Isto continuou, pelos dois anos seguintes, de modo que todo mundo na província turca da Ásia – tanto judeus como gregos – ouviu a mensagem do Senhor. E Deus fazia milagres extraordinários pelas mãos de Paulo. De modo que até quando os lenços ou peças da roupa que ele estava usando eram levados para os doentes, eles ficavam curados, e os demônios que estavam neles saíam.
Um gripo de judeus viajantes que ia de lugar em lugar expulsando demônios, resolveu fazer uma  experiência usando o nome do Senhor Jesus. A frase mágica que eles decidiram utilizar , nos que eram possessos por espíritos malignos, era esta: “Eu ordeno por Jesus, a quem Paulo prega, que saia!”  Quem estava fazendo isto eram os sete filhos de Ceva, um sacerdote judaico. Mas quando eles tentaram isso com um homem possesso de demônio, o demônio respondeu: “Eu conhece Jesus e conheço Paulo, mas quem são vocês?”  E o homem com o espírito mau saltou em cima de dois deles e os espancou, de modo que fugiram da casa dele, nus e muito feridos.
A história do que tinha acontecido espalhou-se rapidamente por toda Éfeso, tanto entre judeus como entre gregos ; e um grande medo desceu sobre a cidade, e o nome do Senhor Jesus era grandemente reverenciado.  Então muitos dos creram confessavam em público as coisas más que tinham feito antes.)  O Trabalho missionário de Paulo nesta cidade repercutiu de tal forma, que toda província romana da Ásia ouviu a mensagem do evangelho de Cristo. Diz ainda a tradição que o apóstolo João viveu em Éfeso por algum tempo, pastoreando a igreja local.


2 – CONTEXTO BÍBLICO

a)      Credenciais de Jesus  - “... estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro...”(v.1). 
-          Vimos anteriormente, que as “sete estrelas” simbolizavam a liderança local das sete igrejas, e os “sete candeeiros de ouro” representavam as sete igrejas (1:20);
-          O que Jesus está então declarando, é que Ele próprio é quem assegura e mantém com firmeza (conserva), a liderança da sua igreja, estando também implícito aqui, o fato de que quem coloca ou retira um líder do seu lugar é Ele mesmo;
-          O texto diz ainda, que Ele se movimenta no meio das igrejas, dando a entender que o Senhor se ocupa todo tempo, tanto em abençoa-las, como em julga-las;
-          Deste contexto, podemos concluir também, que o Senhor conhece o que se passa na sua igreja, pois tudo é transparente aos Seus olhos (Hebreus 4:12-13 – Tudo quanto Deus nos diz é cheio de força viva: é mais cortante do que o punhal mais afiado, e corta rápido e profundo em nossos pensamentos e desejos mais íntimos em todos os seus detalhes, mostrando-nos como somos na realidade.  Ele sabe de cada um, em cada lugar. Cada coisa a respeito de nós está descoberta e escancarada aos olhos penetrantes do nosso Deus vivente; nada pode se esconder dEle, a quem devemos prestar contas de tudo o que fizemos.)
-           A uma igreja que começa a abandonar o “primeiro amor”, Jesus se apresenta como aquele que pode não somente sustenta-la nas provações, mas também, julga-la por não se manter perseverante.

b)      Elogio – “Conheço as tuas obras, assim o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste `a prova os  que a si mesmo se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.”(vs. 2 – 3).
                 “... tens contudo, a teu favor, que odeias as “obras dos Nicolaítas”, as quais eu também odeio.”(vs. 6) 
-          No original grego, a expressão “conheço as tuas obras”está associada a comportamento e estilo de vida. Significa aqui que Jesus sabia do envolvimento daquela comunidade na obra de Deus, especialmente na evangelização (Atos 19:10 – Isto continuou, pelos dois anos seguintes, de modo que todo mundo na província turca da Ásia – tanto judeus como gregos – ouviu a mensagem do Senhor.)
-          Jesus afirma conhecer ainda a perseverança daqueles crentes, em meio a seu tão difícil contexto de vida, que tornava árdua a sua caminhada cristã, impondo-lhes certamente diversas provações;
-          Além do terrível quadro moral e social em que viviam, ainda sofriam o ataque de doutrinas heréticas, como a dos “gnósticos”, que ensinavam que a salvação era função apenas de conhecimento espiritual, e que carne e espírito são coisas dissociadas e incompatíveis entre si.  Em Éfeso, entretanto, esses falsos apóstolos não encontraram guarida, pois a sua liderança era zelosa para com a sã doutrina;
-           “Obras dos Nicolaítas” provavelmente indica de modo simbólico algum tipo de seita herética existente naquela comunidade. Alguns dos antigos “pais da igreja”, como Irineu, especulavam que esta seita teria sido fundada por Nicolau, prosélito de Antioquia (Atos 6:5 – Isto pareceu razoável à assembléia toda, e eles elegeram estes: Estevão (um homem excepcionalmente cheio de fé e do Espírito Santo), Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, Nicolau de Antioquia (um estrangeiro convertido à fé judaica, e que se havia tornado cristão), que havia segundo a tradição, apostatado da fé por causa da lascívia e da prática da imoralidade. Outros acreditam ainda, ser esta uma outra referência aos “gnósticos” já anteriormente mencionados. Qualquer que seja a interpretação, não vai alterar o que Jesus quer realmente ensinar, ou seja, que é seu desejo que haja em nosso coração, repúdio a falsas doutrinas e heresias.

c)      Repreensão – “Tenho porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor, lembra-te, pois, de onde caístes, arrepende-te, e volta à prática das primeira obras.” (vs. 4-5a)
-          A palavra grega traduzida como abandonaste, foi a mesma que Jesus usou para a questão do divórcio, dando a entender que uma igreja pode possuir todas as virtudes por ele mesmo elogiadas, e no entanto, trabalhar sem a motivação primeira do amor, sem o qual  “nada disso se aproveitará” (I Coríntios 13:1-3 – Se eu tivesse o dom de falar em outras línguas sem tê-las aprendido, e se pudesse falar em qualquer idioma que há em toda a terra e no céu e no entanto não amasse os outros, eu estaria só fazendo barulho. Se eu tivesse o dom de profetizar, e conhecesse tudo sobre o que vai acontecer no futuro, soubesse tudo sobre todas as coisas, e contudo não amasse os outros, que bem faria isso? Mesmo que eu tivesse o dom da fé, a ponto de poder falar a uma montanha e faze-la sair do lugar, ainda assim eu não valeria absolutamente nada sem amor. Se eu desse aos pobres tudo quanto tenho e fosse queimado vivo por pregar o Evangelho, e contudo não amasse os outros, isso não teria valor algum.)

d)      Sentença – “... e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.”(vs 5b)
-          Aqui, a aplicação da sentença está claramente condicionada a ausência do arrependimento, caso em que, Ele iria remover dali aquela igreja;
-          Sabe-se através da história secular, que esta carta produziu grande quebrantamento na Igreja de Éfeso, a ponto de levar o bispo Inácio de Antioquia a declarar que no “tempo de Onésimo” aqueles crentes viviam em unidade e amor, seguindo todas as recomendações de Paulo;
-          Entretanto, por volta do ano 430 ªD., esta igreja já havia perdido novamente a motivação do amor. Em 400 ªD. um grande surto de malária assolou a cidade, quando então, muitos morreram, e o restante foi aconselhado a deixar aquela localidade. Nesta ocasião a igreja local de Éfeso sucumbiu totalmente.

e)      Promessa aos vencedores – “... ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.: (vs. 7)
-          Através do contexto bíblico do livro de Gênesis, encontraremos segura interpretação para esta promessa (Gênesis 3:22-24 – Disse o Senhor: “Agora que o homem é como nós, conhecendo o bem e o mal, vejamos que ele não venha a comer da Árvore da Vida e passe a viver eternamente!” Assim o Senhor Deus mandou o homem embora do jardim do Éden, para que fosse cuidar da terra da qual tinha sido formado. Depois Deus colocou poderosos seres angélicos a leste do jardim do Éden. Colocou também uma brilhante espada que não parava de se mover para vigiar o caminho que levava à Árvore da Vida.)
-          Primeiramente, observamos neste texto, que “árvore da vida” representa a possibilidade de se viver eternamente, possibilidade esta, transformada aqui, em promessa aos que perseverarem até o fim. Esta não é na realidade uma bênção que só um grupo de crentes vencedores receberá mas uma promessa para todos os verdadeiros discípulos de Cristo (Mateus 10:38-39 – Se você recusa apanhar sua cruz e seguir-Me, não é digno de ser meu.   Se você se agarra à sua vida, você a perderá; mas se a desprezar por Mim, você a salvará.), que tem seus nomes escritos no livro da vida do cordeiro (20:15; 21:27); vale ainda, ressaltar aqui, que “vida eterna” biblicamente falando, traduz-se em recebermos a própria vida de Deus, em natureza, modelo e estilo;
-          Em segundo lugar, vemos o fato desta árvore se encontrar no “paraíso de Deus”.  Isto fala-nos de prazer, satisfação, e da plenitude espiritual que teremos quando estivermos em total comunhão com Deus, nos “alimentando então da árvore da vida”.  Agora esta comunhão é parcial, mas naquela ocasião, nós O veremos e O teremos totalmente em nossas vidas (I Coríntios 13:12 – De igual modo, agora só podemos ver e compreender um pouquinho a respeito de Deus, como se estivéssemos observando seu reflexo num espelho muito ruim; mas o dia chegará quando O veremos integralmente, face a face. Tudo quanto sei agora é obscuro e confuso, mas depois verei tudo com clareza, tão claramente como Deus está vendo agora mesmo o interior do meu coração. )